#Meus textos Tumblr posts

  • fredomwritersstuff
    21.09.2021 - 2 hours ago

    Não deixem de alimentar as gaivotas

    Não concebo o que leva as pessoas. Não concebo! Talvez, uma entidade obscura que nos espera no leito da morte: um anjo, demónio, chamem o que quiserem. Eu, por outro lado, sempre imaginei uma velha que empina as goelas, sentada num banco de igreja, amarrada ao terço, a fazer o sinal da cruz e a rezar a Deus (chamem o que quiserem); para ter piedade da minha alma e que perdoe todas as minhas iniquidades. Porque: eu imperfeito, porque eu errado, porque isto, porque aquilo. Ainda ontem, recordo-me que agi maldosamente com uma gaivota. Estava a almoçar num jardim perto de minha casa, e ela coitada, com o seu pescoço mais hirte que um pau de vassoura, esganiçava imperativamente para que a alimentasse. Eu, falho como sou, lancei lhe um pedaço de tronco de uma árvore, para que se afastasse de mim e principalmente do meu almoço. Aborrecida comigo, dá duas passadas, levanta voo, diminui no céu e fica a rondar-me em elipses vagarosas como um abrute à espera.

    Um sem abrigo, que já dormiu em todos os bancos deste jardim e que não existe um canto que não reconheça, observou o que eu fiz com a gaivota, chama-me a atenção dizendo:

    - Nunca se deve negar comida a uma gaivota.

    - Então, mas porque?

    - Sabe? Elas são a minha única companhia, já há catorze anos que vivo nas ruas e estas criaturas, que tanto sofrem para arranjar alimento, são as únicas que não me julgam. Agora, coçando a perna por dentro da algibeira, continuou. - É difícil que ninguém me julgue, apareço atrás das pessoas como um vulto, a implorar por comida, um centavo, uma migalha para silenciar o meu estômago que aos poucos é consumido pela minha gastroenterite crónica. cinquenta anos não são vinte. – Completou sorridente.

    - Está na casa dos cinquenta o senhor? - Questionei compadecido.

    - Na casa dos cinquenta, mas sem endereço. Já há imenso tempo que não pertenço a nada nem ninguém. Passei estes catorze anos, a vaguear por esta cidade, que tenta caminhar mais rápido que os ponteiros do relógio e olhe que eles nunca se apressam, orbitam a passo de caracol. Por outro lado, esta cidade…

    Uma brisa distrai-o e convida o silêncio a participar da conversa. Os seus finos cabelos de cor pálida acompanham a aragem. e como se algo ou alguém estivesse a respirar contra o seu rosto, suspirou fundo tentando absorver o hálito méleo outonal que trazia consigo; um conforto, uma beleza impercebível que dava um clima ainda mais melancólico que um senhor, minúsculo ao fundo do jardim que com esforço conquistava cada centímetro do passeio, cambaleando das pernas já fragilizadas pela artrose. De súbito, interrompeu o silêncio que já se prolongava constrangedor e continuou:

    - Por outro lado, esta cidade quase levava a terminar com a minha vida. Eu não lhe cheguei a contar, mas, aqui há atrasado, amargurado da alma caminhei quilómetros até chegar ao tabuleiro de cima da ponte D.Luis. estava a chover. era tardíssimo. As lágrimas escorregavam por este meu rosto já feio, acabado e sentia-lhes a molhar a minha camisola. Debrucei me sobre a ferrugem áspera, inclinei-me o mais que podia e quase a libertar todo o peso do meu corpo…

    - Peço desculpa, mas o que o levou a querer tirar a vida – interrompi.

    - Pergunte mais quem me levou a tentar tal coisa! e agora com os olhos incandescentes de fúria continuou. - Um palhaço, um cabrão, um filho da puta. Deu me um chuto no cu só porque lhe pedi uma moeda, para ir comprar qualquer coisa para me alimentar e depois para meu espanto, como se já não chegasse o chuto no cu, chamou-me inútil e que devia de me matar, burro segui o seu conselho. Mas como lhe ia dizer, assim que libertei todo o peso do meu corpo, cai e bati como uma pedra no rio. Por sorte, acordei ao amanhecer, deitado na areia, junto a uma rede de pesca de cor azulada.

    - E depois?

    - E depois? Nem uma alma para me ajudar. estive por mais umas horas na companhia de uma orquestra de gaivotas desafinadas que anunciavam tragédia. O rio nem um centímetro se mexia, continuava adormecido, sereno, embalado pelo céu cinzento de uma textura de algodão. Para além do canto desarmonioso das gaivotas, conseguia escutar a Dulce pontes que tentava acalmar-lhes, com a sua voz doce e ternurenta. E por mais que me custe aceitar, não existe nada de místico nem bíblico nestas situações, apenas escuro, solidão e toda a vida que nos passa diante dos olhos.

    - Lamento imenso que tenha passado por isto.

    - Não lamente. Alimente as gaivotas.

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  • camilelimaf
    21.09.2021 - 4 hours ago
    Sentimentos são confusos, profundos e complexos. Por isso muitas das vezes eles são assustadores, não conseguimos controlá-los.

    - Camile Lima.

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  • escritosdajosy
    21.09.2021 - 7 hours ago

    “Algo mudou entre eles. A troca de olhares parecia dizer as palavras que a linguagem tradicional não poderia. Uma resposta para uma pergunta ainda não feita foi respondida, mas nenhum deles estava preparado para compreender qualquer que fossem.”

    Simplesmente Hadassah - Duologia Esther (Josenaide Santos)

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  • escritosdajosy
    21.09.2021 - 8 hours ago

    “Escrever para ele, por alguma razão que Hadassah ainda não compreendia, sempre pareceu diminuir a distância que, por enquanto, existia entre os dois.”

    Simplesmente Hadassah - Duologia Esther (Josenaide Santos)

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  • sujeitoredativo
    21.09.2021 - 9 hours ago

    "Distant Cousins from each other"

    No inglês, há basicamente duas palavras para descrever um rato, no geral: rat and mouse .

    Porém, embora termos com significados semelhantes, os sentidos expressados por tais são meramente diferentes, pois:

    Rat: se refere à um rato imundo, sujo, comumentemente instalados em bueiros, nos quais se alimentam de porcarias. Logo, são grandes transmissores de doenças e podem agravar a saúde de um individuo, uma vez que haja um contato entre ambos;

    Mouse: está relacionado à um camundongo, fofinhos roedores branquinhos, famosos por muitas pessoas possuirem o desejo de criá-los no ambiente doméstico - embora também capazes de portar algumas doenças, como a Hantavirose e a salmonelose, bem como os sujos rats.

    Portanto, quando você elogiar um camundongo de alguma pessoa em inglês, ou mesmo descrever um rato sujo que entrou na sua casa como invasor, lembre-se da diferença dos termos rat and mouse. Afinal, seria estranho chamar o fofinho e branquinho animal de rat - soaria ofensivo ao dono - e de mouse, um roedor de esgoto!.

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  • worldlsad
    21.09.2021 - 12 hours ago

    Espero que você consiga vencer aquilo que ninguém sabe que você tá passando

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  • butterflies-in-bubbles
    21.09.2021 - 18 hours ago

    No meu passado eu pensava que era com você que eu ia casar.

    E eu desejava todas as manhãs com a hora disso acontecer.

    Me entorpecia.

    Hoje em dia sei que isso nunca vai acontecer e eu me sinto tão vazia.

    Não tenho você pra dividir os planos futuros; o que eu vou fazer?

    - NS

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  • ceu-vermelho
    21.09.2021 - 20 hours ago

    Ultimamente tenho sentido sua falta mais do que nunca. Isso me assusta, mesmo três anos distantes o sentimento permaneceu intacto? Eu ainda te desejo tanto como na primeira vez?!

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  • aaluacheia
    21.09.2021 - 22 hours ago

    É como se o meu coração tivesse virado pedra, não sinto nada, não penso em ninguém, lembro do meu ex como se nem tivesse existido, é de assustar, demorei muito tempo para supera-lo e agora não sinto nada. Encontrei alguém mais novo, mais incrível, mais leve, porém eu não estava mais aqui pra ele, a minha melhor versão não estava aqui para abraçá-lo, acolhe-lo e dizer seja bem-vindo ao meu coração. Ela devia estar aqui. Ele precisava conhecer o meu melhor lado, não esse lado que sobrou, tão duro, frio e ríspido, que tem tão pouco pra oferecer. E ele merece tanto ser feliz!

    Y.M

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  • th0se-eyes
    21.09.2021 - 23 hours ago

    vocês me deixam doente, e eu não sei se tenho mais força pra procurar a cura.

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  • babydeepsea
    20.09.2021 - 23 hours ago

    as colheres dessa casa tortas e só me enxergo bem do avesso e de bruço. lençol manta que cobre do veneno, suas presas no meu corpo sabor maçã de amor. líquido espesso de olhos arregalados há tanto, fadiga de noites sem camomila e seu chá. fadiga há tanto de televisão ligada e voluminho baixo, o entardecer cai cai cai que nem balão e mesmo frio nada queima, quer dizer, e mesmo frito nada assa, quer dizer, e mesmo ardendo nada sara. saneamento dos canos do corpo, vaporoso, na frigideira os ovos das galinhas e loro. maritaca sem dono, talvez nem fossemos humanos. piar de pardal que brinca e destrói tímpanos, praças e adagas. pardal pequeno poderoso com seu próprio canto.

    babydeepsea

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  • desembaracandoletras
    20.09.2021 - 1 day ago

    A vida não tem vaselina

    Eu cá com meus pensamentos,

    Permeado de tanta confusão

    Me parece um discurso em vão,

    Chato, com a mesma retorica

    De toda essa dor

    Que arde e sangra

    Com as primeiras navalhadas

    De emoções dilaceradas

    Por pessoas sem nenhum tato

    Para ter algum tipo de contato.

    Mas essas pessoas veem e desarrumam

    A minha loucura orquestrada

    E elas não tem meias palavras,

    Se dizem leões em uma selva,

    Onde as emoções são flagelo dos fracos

    E o pior que eu estou aqui do outro lado

    Sendo novamente a caça!

    Mas chega! Estou cansado de perder meu tempo

    Com essas pessoas vazias

    De corpo e alma!

    Que dizem serem fortes,

    Por trocarem de par

    Sem se importar

    Em descartar, aqueles que gostam de fato

    Dessas pessoas que não passam de fardo.

    Mas não se preocupem,

    A vida dá voltas,

    Trezentos e sessenta e cinco, para ser mais exato!

    E como minha mãe dizia,

    “A vida ensina! ”

    E como ensina.

    Então, o negócio é seguir em frente,

    Pois, pessoas dessa extirpe tem aos montes

    Mas depende de nós deixa-las entrar.

    E o que quero nesse momento

    É meter o pé no rabo dessa gente

    E dizer que a “porta da rua é a serventia da casa! ”

                                                                                              NATHANIEL J.F.

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  • desembaracandoletras
    20.09.2021 - 1 day ago

    Dizer nada com nada

    Nessa plenitude vicejante

    De concepções arreigadas

    Cheio de desígnio divergente

    Imputada de malicias escondidas

     Ainda assim tateando o pragmático

    Deleitando-se com o imponderado

    Incorporado de um racional metódico

    E emoções imbuídas de desespero

     Sem distinguir o que sentes

    Formulando dizeres que ecoam nada

    Em um ruminar de ideias incoerentes

    Para no final dizer nada com nada!

                                                                                                   Nathaniel J. F.

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  • glorecendo
    20.09.2021 - 1 day ago

    Não quero implantar ideias, quero iniciar propósitos.

    Karina Oliveira

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  • th0se-eyes
    20.09.2021 - 1 day ago

    fingi que estava dormindo, naquela noite planejei cada detalhe, você também pelo jeito, a música de fundo e o quarto todo vermelho, você tirando meu cabelo devagar enquanto eu continuava com os olhos fechado imaginando o momento certo de te mostrar que te esperei por horas, você passou a mão na minha coxa e levantou meu queixo, te senti, foi tudo tão perfeito e carinhoso, teu olhos não desviaram do meu em momento algum, eu sabia que era nossa última noite, mas se eu tivesse tanta certeza que seria, ficaria deita no seu peito por horas falando de assuntos que só a gente sabia. obrigada.

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  • th0se-eyes
    20.09.2021 - 1 day ago

    belo sorriso, ela é muito fotogênica, o tipo de menina que a gente passava horas olhando as fotos juntos e questionando se a felicidade era real fora no instagram, hoje creio que você anda com essas pessoas, mas você não mudou, continua reservado, conseguiu ser bem mais do que quando nos conhecemos, tudo bem, você me ensinou isso também, nem a alegria e nem a tristeza é transmitida mais, porém ambas estão lá, estou feliz por você.

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  • rosstsky
    20.09.2021 - 1 day ago

    Despedida.

    Eu espero que essa seja a última vez que escrevo sobre você.

    E também, a última vez que te dedico qualquer coisa.

    Você me machucou tanto que já não sei dizer como te vejo.

    Alguém que eu sempre quis ao meu lado, agora só...

    ... Me faz tão mal.

    E por que as coisas ficaram assim?

    Será culpa minha?

    Será culpa sua?

    Será culpa nossa?

    Ou será culpa de ninguém?

    Adoraria voltar no tempo e reviver, mais uma vez, o melhor dia que tivemos.

    Mas isso é impossível, não é?

    Queria eu, poder eternizar nossos momentos,

    Mas isso, infelizmente, só nos pensamentos...

    E pra sempre eu vou lembrar da nossa madrugada de domingo,

    Que acabou,

    Junto com tudo o que foi bom.

    E com esse último texto,

    Eu deixo meu amor ir,

    Deixo você ir,

    E deixo nós.

    E é aqui,

    Que o "nós" termina.

    ~Rosstsky

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  • butterflies-in-bubbles
    20.09.2021 - 1 day ago

    Eu grito socorro e vejo que ecoa em uma parede de silêncio. Ninguém me ouve.

    Fragilizada ao relento.

    Humilhada.

    Me sinto derrotada.

    Palavras duras saem da minha boca como flechadas, essa é minha couraça.

    Dura como pedra e frágil como um cristal, singularidades únicas pra resumir tal fardo que carrego.

    Eu imploro por socorro.

    Por favor, alguém me ajude!

    Não seja tão rude.

    Se negam a escutar.

    A música fala mais alto, os amores o embalam.

    Me ajude eu vou desmoronar.

    Não que alguém venha a se importar.

    Mas é tão triste notar.

    Que você está a beira do penhasco, e todos te ajudam, a se jogar.

    - Nayara Silva

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  • butterflies-in-bubbles
    20.09.2021 - 1 day ago
    As lágrimas essa noite não vão parar. Não choro por fora, choro por dentro. O peito arde e o coração, congela, a dor me deixa entorpecida, não consigo me sentir bem se não tiver assim, essa doença já está em mim. Coração relutante, briga dia após dia por uma dose de coragem. Me sinto fraca, as mãos já estão surradas, eu não queria viver dessa forma que vivo e mesmo assim, não faço nada. O comodismo me pegou, é muito mais fácil aceitar a tristeza do que insistir em ser alguém de valor.
    Valor... Palavra forte e que mostra que nunca terei isso, me submeto a coisas para me sentir feliz.
    -Nayara Silva
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