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  • Hannah Arendt repara por mais de uma vez em seus escritos sobre o totalitarismo que o sistema de pensamento nazista se via como um agente da natureza. Para eles, a sua tarefa não era mais do que acelerar processos que inevitavelmente aconteceriam de maneira natural. O que isso queria dizer, na prática? Bem, se todas as pessoas morrem, por que deixar que elas morram com 80 anos e não com 30? Afinal, elas iam morrer de qualquer jeito mesmo. E se a Natureza privilegia a sobrevivência dos mais fortes, é natural que os mais fracos sejam extintos no curso do tempo. Por que, então, não poupamos o tempo de todo mundo e acabamos com os mais fracos agora? Não preciso dizer que essa última parte foi o erro científico grosseiro que sustentou a ideologia genocida pela qual o nazismo ficou mais conhecido. Isso significa que os nazistas se viam como meros operadores de um mecanismo muito maior e imparável, que era o da natureza. Para eles, portanto, a morte era natural. Vai morrer gente? Vai morrer gente. Todo mundo morre um dia.

    Não por acaso, em meio a uma pandemia, o presidente do Brasil parece atualizar essa visão de mundo quando adota um discurso supostamente pragmático para justificar a negligência com a saúde de milhões de cidadãos. Para ele, é de menos importância conter a propagação do vírus, uma vez que, de covid-19 ou não, todas as pessoas morrem mesmo. Por que, então, parar a economia por causa disso? Traduzindo, por que interromper o fluxo do progresso (econômico) por causa de um vírus que não faz mais do que adiantar a morte de alguns que daqui a alguns meses ou anos, acabariam por morrer? Mais importante é manter o sistema funcionando, manter os empregos e o comércio. Mais importante é desobrigar o governo federal a ser responsável pela vida dos cidadãos que o sustentam. Complementarmente, a controversa informação de que apenas os já fragilizados de saúde se tornam vítimas fatais da doença serve como base para a analogia pseudo-científica de que a sobrevivência é dos mais fortes, ou melhor, daqueles com “histórico de atleta”. Idosos e não-idosos com doenças crônicas já iriam morrer em breve mesmo, é a natureza acelerando o processo. Não temos que intervir no desenvolvimento natural da espécie. Sobrevivência do mais forte.

    O que a conjunção entre a ideologia nazista e a atitude do presidente brasileiro frente à pandemia revela não é simplesmente a base ideológica nazista do governo. Não precisávamos de um vírus mundial para saber disso. O que nos revela é a profundidade do desprezo à vida a que chegamos. Isso que chamamos vida e nem arriscamos uma definição estrita é, hoje, uma “vida para algo”, que não possui importância em si mesma, apenas quando está produzindo algo para o mundo. A vida que importa não é a do aposentado por idade, tempo de trabalho ou invalidez, mas a do que está perdendo seu tempo em casa quando poderia estar trabalhando, produzindo, fazendo a economia girar. A vida que importa é a da criança que está perdendo aula, ou seja, que vai atrasar a sua formação e entrar no mercado de trabalho mais tarde, atrasando a sua produtividade para a economia. 

    Nessa visão, cuidar da saúde é um gasto, pois apenas retarda o inevitável. Para que investir tanto tempo e dinheiro nessa tarefa de Sísifo? A resposta, curiosamente, é fácil e difícil de ser formulada. Fácil porque bastaríamos dizer: “porque somos humanos e não coisas que se desgastam. Porque temos uma história, criamos laços, sentimos, nos emocionamos, fazemos do mundo uma casa e não um corredor. Porque somos filhos de Deus e não fomos criados para a morte, e sim para a vida. A morte não é inevitável, é nosso último adversário a ser vencido. Porque viver é verbo intransitivo e não precisamos de um motivo econômico para viver.” Mas ao mesmo tempo é difícil porque já abandonamos essa visão de ser humano e de mundo há muito tempo. É difícil porque sem pandemias já morrem milhões de pessoas de fome, ou assassinadas, ou porque foram negligenciadas em suas condições de saúde. É difícil porque o vagabundo, o presidiário, o corrupto, o ditador merecem morrer. É difícil também porque nos disseram, e nos mostraram, que se a economia para todo mundo sofre, uns mais do que outros. A escolha é difícil: ou continuamos fazendo a roda girar e deixamos alguns muitos morrerem ou paramos a roda e todo mundo morre.

    Mas isso é uma mentira. Tão mentirosa quanto a visão nazista de natureza e a justificativa do presidente. Nós criamos nossa própria prisão. A paralisação da economia não precisa ser sinônimo de mortes aos milhões porque os recursos não dependem da economia para serem produzidos. Por sinal, economia é uma palavra abstrata para se referir à produção e troca de riquezas pelos humanos. As riquezas são feitas pelos humanos e somos nós que atribuímos valores e preços a elas, não uma entidade superior chamada Mercado. A economia deveria significar vida e não morte. Deveria significar bem estar geral, felicidade, alegria e não trabalho, depressão e suicídio.

    E é nesse ponto que eu começo a me perguntar, com o coração pesado, quantas pessoas deixaram de se importar com a pandemia porque isso não faz diferença na vida delas. Não porque elas se veem acima ou imbatíveis, pelo contrário. Pessoas que se veem como tão supérfluas que se morrerem agora não vai fazer diferença. Pessoas que sequer sabem que são suicidas e se mostram indiferentes à morte porque cresceram num ambiente em que se corteja a morte. Pessoas que preferem “morrer a ver a economia parar” porque suas vidas se reduziram a trabalhar.

    Um mundo que não vê diferença entre vida e morte é um mundo em que todos já estão mortos. Ainda não estamos nesse mundo e ele não é inevitável. E é por isso, mais do que por qualquer outra coisa, que devemos combater agressivamente, com genuína revolta, as atitudes do presidente do Brasil. Ele é um Senhor da Morte, ele a idolatra porque já perdeu a alegria da vida e quer que todos afundemos junto com ele nessa apatia suicida. Não podemos.

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  • “(Os judeus, e especialmente os fariseus, seguem os ensinamentos que receberam dos antigos: eles só comem depois de lavar as mãos com bastante cuidado. E, antes de comer, lavam tudo o que vem do mercado. Seguem ainda muitos outros costumes, como a maneira certa de lavar copos, jarros, vasilhas de metal e camas.)” Marcos 7:3‭-‬4

    Nessa pandemia que estamos vivendo por causa do coronavírus que passemos a ter os mesmos hábitos que o povo judeu citado no Evangelho de Marcos, lavemos bem as mãos, os talheres e copos que serão usados, os alimentos que serão servidos, que não se empreste objetos de uso pessoal. E não nos esqueçamos que a sujeira que reside em nossas almas deve ser lavada pela Água Viva, e que o vírus mais letal do mundo é o pecado, mas para essa doença já encontraram a cura, Jesus Cristo, e o nosso Senhor nos revelará a cura para esse covid 19, então não se esqueça, cuide bem do exterior, mas não se esqueça do interior.

    Ana Celestino, @livres-na-presenca-de-deus

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  • Así explica Corea del Sur su estrategia en torno a la enfermedad del COVID-19.

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  • [PODCAST - o concreto pensado #01] a putrefação do estado neoliberal e a…

    #202 #concreto pensado neoliberalismo #capitalismo#crise#pandemia#corona virus
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  • Uno de los viajes mas hermosos que hice y un destino que ya puedo tachar de mi lista de sueños!
    Mira el video completo en: https://youtu.be/wxPtmomnNT8
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    #proximodestino #viajes #turismo #pandemia #cuarentena #mequedoencasa #stayathome #journey #icelandtravel #islandia #gaycute #gaycouple
    https://www.instagram.com/p/B-ZTLIIFhGH/?igshid=56v09gvo3v1i

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  • Emergency signal atop the Empire State Building in New Work City tonight.

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  • Puerta del Sol

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  • ¡ LAS FASES DE UNA PANDEMIA !

    COVID-19.

    #pandemia#covidー19#cuarentena #yo me quedo en casa #quedate en casa
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  • Polish police entertaining quarantined children.

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  • Il giorno che usciremo dal coronavirus comincerà la battaglia per uscire dal pensiero unico globalizzato. E sarà ancora più dura da vincere.

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  • Es como si todo estuviera fuera de control y lo que antes me fastidiaba es lo que más hecho de menos ahora.

    Ann

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  • Tráfego de IPTV pirata cresce em meio à pandemia

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    Hola a todos, me alegra verlos de nuevo por aquí amigos. He regresado para compartirles una nueva publicación en la que les daré a conocer algunas actividades que pueden realizar en sus hogares para disfrutar estos días de aislamiento por motivo del COVID-19 o “Coronavirus” y no morir de aburrimiento, espero les guste. Bien, sin más que agregar, comencemos.


    1.- Leer libros, novelas literarias o revistas informativas (ya sean en formato físico o digital): Al igual que el cuerpo, nuestro cerebro también requiere ejercicio, por lo tanto, es indispensable leer para mejorar nuestra capacidad intelectual, así como una mayor expansión en nuestro vocabulario, además podremos llenarnos de nueva info. relacionada a algún tema que sea de nuestro interés personal. La lectura es una excelente aliada para distraerse.


    2.- Pasar tiempo de calidad en familia: A pesar de que no podemos estar en contacto físico con nuestros amigos, eso no significa que no podamos disfrutar estos días de aislamiento con nuestros seres queridos como lo son la familia, así que lo mejor es platicar con ellos sobre lo que nos gusta, apoyarse los unos a los otros y mantener la unión para superar esta crisis sanitaria, siendo una buena oportunidad para conocer mejor a tus padres, hermanos, tíos, abuelos, etc.


    3.- Realizar actividades recreativas: En este apartado me enfocaré en mencionar actividades que podemos hacer en cualquier momento, tales como escuchar música, ver series de T.V o películas, jugar videojuegos o juegos de mesa, escribir, dibujar, pintar, estudiar, hacer manualidades, labores domésticos o símplemente navegar en redes sociales. Estos serían algunos ejemplos que puedo darles para ir variando sus rutinas durante este periodo de contingencia.


    4.- Ser activos por medio del ejercicio: No debemos descuidar nuestra salud física, por lo tanto, es fundamental que el cuerpo se mantenga en forma, haciendo rutinas de ejercicio que mejor nos convenga, hay varias que podemos hacer desde nuestro hogar gracias a internet, incluso es válido salir para tomar aire fresco, así como alimentarnos debidamente para tener energía y una buena salud, siendo fuertes aliados contra el COVID-19.


    Finalmente, lo último que diré es que cuiden mucho su higiene personal, así como se ha dicho en todos los medios de comunicación, de esta manera, se evitará la propagación del virus entre las personas. Asimismo, permanezcan en sus casas hasta que la emergencia haya culminado, manténganse firmes para no caer en la desesperación y sigan llevando su vida cotidiana al máximo, incluso en los momentos más difíciles, sigamos adelante para superar esta crisis.


    Espero que esta publicación les haya gustado colegas. Pueden dejar sus comentarios si así lo desean. Sigan apoyando mi contenido para ver más temas variados a futuro. Les mando toda mi buena vibra desde casa. ¡Hasta la próxima! 😷👋

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